sábado, 23 de maio de 2009

Só acordo cedo;
Só durmo tarde;
Só assisto TV deitada;
Só fico na net de dia;
Só falo com pessoas agradáveis;
Só ando com pressa;
Só estudo de noite;
Só sou mal humorada naqueles dias;
Só peço desculpas na birra;
Só beijo se gostar;
Só brigo quando preciso;
Só fico só, sem ninguém para amar...

Como o vento

Alguns sentimentos são como vento, chegam sem que percebamos, nos tocam sem que notamos, passam e não voltam mais- ao menos a mesma brisa que outra nos marcava. Eu vivi sentimentos ventos. Me apaixonei sem preceber, sofri como em uma tempestade e o vento levou todas as lágrimas e lembranças sem que eu sentisse que tudo havia chegado ao fim. Sentimentos êfemeros não me trazem recordações alegres, semtimentos êfemeros são como as duras fases que todos somos obrigados a passar, mas no momento do play sempre surge o game over. Desejar, sonhar, lutar, perder. Paixões são êfemeras, por isso, não quero me apaixonar. Se algum sentimento tocar meu coração, quero que ele ocorra de forma gradual. Com carinho, tempo, conhecimento. Cansei de sofrer por paixões. Meu coração só aceita agora, um amor que dure para sempre.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Só disse

Eu disse que esqueceria, mas lembro-me sempre do seu jeito
Eu disse que passaria toda mágoa, mas pego-me chorando
Eu disse que não te amava, mas meu coração sentiu tua falta
Eu disse que seria diferente, mas continuo a mesma
Eu disse que não ligaria, mas precisei ouvir tua voz
Eu disse que perdoaria, mas sinto raiva
Eu disse que seria eterno, mas passou como um vento
Eu disse que a noite não seria tão escura, mas não vejo luz
Eu disse que acreditaria, mas nada é mais verdade
Eu disse que o tempo apaga, mas ele deixou marcas
Eu disse que entederia, mas é difícil aceitar
Eu disse muita coisa, mas não saberia que apenas diria...

O passado ficou para trás. Com ele deixo lembranças, lágrimas, sonhos, desencontros. Não quero nunca mais a decepção na minha porta.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

PASSOU

VOCÊ ACHOU QUE EU IRIA TE PERDOAR MAIS UMA VEZ. FOI TANTO TEMPO QUE PASSEI ENGANADA, QUE NUNCA PERCEBERA O ÓBVIO: EU ERA APENAS UM TROFÉU DE CONSOLAÇÃO PARA VOCÊ. FRASES DITAS, JURAMENTOS FALSOS, CARINHOS REPETIDOS, PALNOS JOGADOS FORA. QUERIA APENAS UMA SIMPLES AMARGA EXPLICAÇÃO: POR QUE EU? SERÁ QUE EU ERA TÃO FRÁGIL OBSERVADA? LÁGRIMAS DE ANGÚSTIA. A DOR DA DECPÇÃO BATEU NOVAMENTEM EM MINHA PORTA. NÃO SEI ATÉ QUANDO ELA INSISTIRÁ EM ME PERSEGUIR.

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Doce escárnio

O Ego. Cego. O medo. Preso. O passado. Nublado. O futuro. Incerto.
Caminhava a esmo na rua, deixando um cheiro fétido das dores do seu ínfimo ser.
Tinha sofrido. Amado. Chorado. Cada esquina era um recomeço, cada lembrança um tropeço. A noite era o seu dia, a escuridão sua companhia. Não tinha amigos, não tinha motivos.
Seu doce era amargo, seu mundo um naufrágio. Era triste. Feliz no mundo dos loucos. O alto. Um poço. Perdeu. Ganhou. Perdeu. Ganhou apenas quando teve a certeza de que havia perdido.
Bradou. Xingou lágrimas de escarlate.
Viveu. Aprendeu. Morreu. Partiu como cão sem dono. Sem esforço, sem ao menos ser lembrada por alguém.
Doce escárnio de quem viveu na solidão.

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Você nem era tudo aquilo...

Você nem era aquele sonho que pensei.
Você nem era o príncipe encantado que idealizava.
Você nem era a melhor companhia nos momentos de tristeza.
Você nem era o braço amigo que me amparava.
Você nem era aquele que me fazia sorrir.
Você nem era tão maduro.
Você nem era tão presente.
Você nem era tão marcante quanto pensei.
Você nem era aquela luz que iluminava meu dia.
Você nem era meu melhor amigo.
Você nem era a dor na ausência.
Você nem era prestativo.
Você nem era verdadeiro.
Você nem era tão engraçado.
VOCÊ NEM ERA TUDO AQUILO...