sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Doce escárnio

O Ego. Cego. O medo. Preso. O passado. Nublado. O futuro. Incerto.
Caminhava a esmo na rua, deixando um cheiro fétido das dores do seu ínfimo ser.
Tinha sofrido. Amado. Chorado. Cada esquina era um recomeço, cada lembrança um tropeço. A noite era o seu dia, a escuridão sua companhia. Não tinha amigos, não tinha motivos.
Seu doce era amargo, seu mundo um naufrágio. Era triste. Feliz no mundo dos loucos. O alto. Um poço. Perdeu. Ganhou. Perdeu. Ganhou apenas quando teve a certeza de que havia perdido.
Bradou. Xingou lágrimas de escarlate.
Viveu. Aprendeu. Morreu. Partiu como cão sem dono. Sem esforço, sem ao menos ser lembrada por alguém.
Doce escárnio de quem viveu na solidão.

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Você nem era tudo aquilo...

Você nem era aquele sonho que pensei.
Você nem era o príncipe encantado que idealizava.
Você nem era a melhor companhia nos momentos de tristeza.
Você nem era o braço amigo que me amparava.
Você nem era aquele que me fazia sorrir.
Você nem era tão maduro.
Você nem era tão presente.
Você nem era tão marcante quanto pensei.
Você nem era aquela luz que iluminava meu dia.
Você nem era meu melhor amigo.
Você nem era a dor na ausência.
Você nem era prestativo.
Você nem era verdadeiro.
Você nem era tão engraçado.
VOCÊ NEM ERA TUDO AQUILO...

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Estou confusa.Sempre quis o que não podia querer, sempre amem quem jurava me amar, mas que apenas com palavras trazia alegria ao meu coração. Quero um amor real. Amor que vença as barreiras, que esqueça os medos e negue a si mesmo por nós dois.